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Finalmente fui assitir Tropa de Elite. Não tinha visto ainda mais por querer ver a versão finalizada do filme do que por ideologia.
O filme é bom. Mas acredito que algumas pessoas não estão entendendo-o direito.
O capitão Nascimento tem carisma. Tanto o personagem quanto o ator. Ter carisma significa que o personagem é embasado e bem interpretado, e não que seus atos sejam o máximo.
Numa cena de tortura uma turma no cinema começou a dar altas gargalhadas. Realmente assustador. O capitão Nascimento está virando um ícone, pessoas repetem suas falas, o vêem como um herói.
O ator Vagner Moura e o próprio diretor, José Padilha, não se cansam de repetir em entrevistas que quem se identifica com o personagem precisa rever urgentemente seus conceitos. A idéia era criticar e mostrar todo o sistema em si, e não glorificá-lo.
Complicado. Osso duro de roer…
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Luciano Huck teve seu Rolex roubado essa semana. Assaltos são coisas corriqueiras para nós, brasileiros. Por isso o espanto quando o assunto vem à primeira página do jornal.
É claro que Luciano exagerou ao ficar choramingando em público que foi uma injustiça, já que ele paga todos os impostos em dia e preside uma ONG. Ele se sentiu o ser mais injustiçado do mundo. Mas e nós? A maioria de nós, pobres mortais da classe média, também pagamos todos nossos impostos em dia e geralmente fazemos algum tipo de ação social (quando sobra tempo ou dinheiro, o que no caso da classe média é mais escasso que no caso dele).
Acho válido ele ter usado sua influência na mídia para pôr a boca no trombone. O que talvez não tenha sido certo foi a maneira de dizer algo como “precisava acontecer com alguém como eu para começarmos a tomar alguma atitude?”.
Apesar de tudo isso, ele tem todo o direito de sair com o relógio que ele quiser, de ganhar da mulher dele o presente do valor que seja. Ele ganha seu dinheiro honestamente, e se quiser usar um chapéu cravejado de brilhantes na cabeça pra passear no centrão, é direito (e problema) dele.
Muito, mas muito mais infeliz foi o texto do escritor Ferrez, no mesmo jornal, rebatendo o texto de Huck. Com o discurso mais limitado e banditista que já vi, alegou que certo está o ladrão (!!!), pois estamos num país em que muitos passam fome na favela, coitados… e aí vem esse subversivo usar um relógio que dá pra sustentar uma família inteira durante um ano!
Ora, errado é quem trabalhou e conseguiu comprar um bem valioso e certo é quem rouba pra sustentar a família? Nessa minha curta vida não tinha visto idéia semelhante. Nem Robin Hood ou Fidel Castro chegam perto! Considero saudável o assalto deixar de ser um assunto prolixo, de tão repetitivo que se tornou, e voltar a freqüentar os textos e conversas por aí. Mas acho que deviam pensar um pouco antes de dizer besteiras.
Dois exemplos de textos bem pensados sobre o assunto: Clóvis Rossi, que escreveu com maestria e deu um tapa com luva de pelica no texto do Ferrez da maneira mais elegante que já vi: contou uma história de uma senhora africana, de Rwanda (onde há muito mais miséria do que aqui), que teve a maioria de seus amigos e família mortos pelo massacre da guerra civil (hutus e tutsis), e mesmo com tudo contra, montou uma floricultura que emprega 200 mulheres e que têm um programa de ensino de plantio para órfãos da guerra e da aids. Com tanta pobreza, revolta e tristeza, ela poderia estar roubando Rolex. Essa foi a única citação dele no texto para o caso. Sublime.
O outro é o Mr. Manson, do Cocadaboa, que usou de muita ironia pra comentar o caso. Hilário! (http://www.cocadaboa.com/2007/10/perdeu_preiboi.php)
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Sempre gostei de fazer listas. Dos lugares bacanas para ir, de músicas ou filmes.
Quando assisti Alta Fidelidade me identifiquei completamente e saí fazendo seleções imaginárias de tudo o que eu gostava (eu e metade do mundo).
O tempo passou, mas a mania ficou. Os filmes de comédia romântica sempre fizeram sucesso no meu dvd player. Como o próprio nome já diz, nos leva a suspiros e gargalhadas. É o conto de fadas moderno. E como tal, sempre termina no ponto exato: o começo de um relacionamento, antes de brigas, monotomia ou qualquer outra coisa que assole a mortal vida a dois. É leve, divertido e tudo sempre dá certo. Ok, muitos acham previsível e bobo. Mas como entretenimento numa segunda a noite chuvosa, funciona muito bem.
Como espectadora assídua do gênero, lá vai minha lista (não necessariamente nessa ordem):
1- Cantando na Chuva
Não é só um musical. Tem tudo o que um roteiro de comédia romântica deve ter: o casal se conhece, se apaixona, surge alguma coisa que os afasta ou causa uma briga e culmina com juras de amor eterno, de preferência em público. Apesar do roteiro semelhante a todos os outros, esse filme tem a doçura e ingenuidade dos velhos tempos, como na cena em que Gene Kelly ganha um simples selinho de sua amada e já sai todo feliz da vida, cantando, dançando e se encharcando. Adorável.
2- Uma Linda Mulher
Um grande clássico do gênero que projetou Julia Roberts e colocou Richard Gere como o galã dos sonhos de toda mulher dos anos 90. Uma prostituta que tem uma vida miserável encontra um belo, charmoso e milionário empresário que a põe no hotel mais chique de NY, dá cartão de crédito ilimitado pra ela comprar roupas e ainda se casa com ela. Revejam! Porque não custa sonhar…
3- Harry e Sally
Pra mim o melhor filme da estrela máxima das comédias-românticas, Meg Ryan. Ela transpira romantismo e seu par, Billy Cristal, é hilário. Pronto, isso já bastaria pra um ótimo filme. Mas pra completar o roteiro é ótimo e foge dos clichês padrões. A cena do orgasmo no restaurante ficou pra história!
4- Como se Fosse a Primeira Vez
Drew Barrymore faz o papel de uma artista plástica que após sofrer um acidente perde a memória de tudo o que viveu nas últimas 24 horas. O personagem de Adam Sandler, ao se apaixonar por ela, tem que reconquistá-la todos os dias. Uma ótima metáfora do que toda mulher gostaria de ter.
5- Quem vai Ficar com Mary
Esse filme deu início ao estilo de comédias mais comédias que românticas. É hilário e por vezes até escatológico. Quero ver um homem não gostar. 6- Sintonia de AmorMais um com Meg Ryan. Contracena com ninguém mais que Tom Hanks. Um pouco mais triste e profundo que os outros, o que despertou mais respeito dos críticos em relação à ele. Lindo. Trilha sonora mega-legal.
7- Mensagem pra você
O par romântico acima se repete, numa história com mais briga que romance, mas daquelas que a gente fica torcendo e remoendo pra que tudo dê certo (e claro que vai dar, senão não estaria na minha lista, já que odeio dramas)
8- French Kiss (não lembro o nome em português)
Não, não sou uma fanática fã da Meg Ryan. O caso é que ela fez muuuuuitas comédias-românticas. Fazer o que?
Aqui a história se passa em Paris. Só pelo cenário já valeria o filme. Mas seu par romântico, Michael Kline, é engraçado e charmoso de um jeito bem diferente e muda o destino enfadonho da moça. 9- Notting HillJulia Roberts faz o papel oposto de Uma Linda Mulher. Ela é rica, famosa (praticamente faz o papel dela mesma) e se envolve com um inglês pobretão (interpretado pela versão masculina de Meg Ryan, Hugh Grant). Londres serve de pano de fundo pra história. Tem uma pitada de humor inglês, o que é ótimo. Prestem atenção no cara que divide a casa com Hugh Grant, uma coisa do além.
10- Quero Ficar com Polly
Dos mesmos roteiristas de Quem Vai ficar com Mary. Ou seja, muito humor. Bem Stiller arrasa nesse papel (eu o acho um dos atores mais engraçados em atividade) de um cara cheio de alergias, todo metódico e quadrado que se apaixona por uma hiponga total, interpretada por Janiffer Aniston. Bem engraçado.
Achou que algum ficou de fora? Dê sua dica!
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Parque do Ibirapuera à noite
Mais algumas dicas:
- Bairro da Liberdade
Reserve um domingo pra fazer esse passeio, dia em que tem a Feirinha da Liberdade.
São várias barraquinhas de comidas típicas, artesanato japonês e bugigangas em geral. Além disso, o bairro tem várias lojinhas tanto de artigos japoneses, desde futtons, luminárias e kimonos, até grandes depósitos de cabelereiro, pra mulherada comprar shampoos ou chapinhas a um bom preço.
- Parque do Ibirapuera
Esse é um clássico. Difícil algum paulistano não ter ido lá. Mas nem sempre todos aproveitam ao máximo o que o lugar oferece.
Lá você pode alugar bicicletas e conhecê-lo por inteiro, por apenas R$3,00 a hora. Dá pra alugar bicicletas de casal e até pra família toda, daquelas com vários banquinhos juntos.
Se o passeio abrir o apetite e você tiver um dinheirinho sobrando, almoce no restaurante do MAM, a comida é deliciosa além de ser muito divertido observar o movimento do parque pelas suas paredes de vidro. Se a grana estiver curta, faça um pic-nic! Quando eu estava na faculdade, costumávamos passar num supermercado e comprar pães, pote de requeijão, bolos e uma garrafa de vinho. Estendíamos uma canga no gramado e passávamos a tarde assim, comendo e bebendo no gargalo. Tudo de bom. Mas se você achar que está velho pra isso, pode levar copinhos de plástico e usar umas das mesas de madeira disponíveis por lá.
De barriga cheia, aproveite para fazer uma “caminhada cultural” pra fazer a digestão. O MAM (Museu de Arte Moderna) sempre tem duas exposições em cartaz, geralmente de artistas contemporâneos e fotógrafos. A Oca, além da genial arquitetura de Oscar Niemeyer (assim como todas as construções do parque), abriga geralmente exposições internacionais, as mais disputadas da cidade. E o prédio da Bienal quase nunca tem nada, mas quando tem é mega-legal. Recentemente foi inaugurado no parque o único projeto do Niemayer que não tinha sido executado junto aos outros. Mais de 30 anos depois, construíram enfim o Auditório do Ibirapuera, onde são realizados shows dos principais artistas brasileiros de MPB.
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Escultura com a Pinacoteca ao fundo
Como vou viajar no começo do ano que vem, andei fuçando uns blogs de gente que viaja bastante ou que moram em outros países. Assim descobri várias dicas legais de onde ir, o que visitar, quais são os bares e restaurantes que valem a pena conhecer, etc. Gostei bastante dessa idéia de dividir com outras pessoas experiências bacanas das cidades que se conhece bem.
Nasci em Sampa mas tenho alma caipira: com uns 4 anos de idade fui morar na capital da alta sorocabana – Presidente Prudente, a exatos 586 km à oeste da capital. Fiquei por lá até meus 18 anos, quando voltei a morar em São Paulo. Nesses 10 anos que estou por aqui já deu pra conhecer bastante coisa, até porque eu tinha trauma daqueles domingos de cidade-fantasma, onde não se via nem uma mosca nas ruas. Pra compensar o tédio passado lá, cheguei aqui no pique, não recusava nem batizado de boneca. Em contrapartida, já ouvi diversas reclamações de amigos dizendo que odeiam ficar aqui nos fins de semana, quando não há “nada” pra fazer. Resolvi então copiar os blogueiros de fora e colocar aqui algumas dicas do que fazer, aonde ir.Se gostarem de alguma sugestão, me chamem. Continuo adorando sassaricar pela cidade!
- Centrão
Muita gente que mora aqui desde sempre nunca passou por lá pra conhecer o marco zero da cidade. Pegue o metrô, desça na estação São Bento ou Sé e bata pernas! Vá ver o Teatro Municipal, a Catedral da Sé, o Viaduto do Chá, o Pátio do Colégio.O centro de SP não é tão bonito quanto o do Rio, mas tem pontos bem interessantes. Se ainda tiver pique, dê uma passada na 25 de Março para umas comprinhas básicas. O passeio pode terminar com um delicioso almoço no Mercado Municipal. Além dos famosos pastéis e sanduíches de mortadela, quem quiser um pouco mais de mordomia pode escolher um dos restaurantes do piso superior. Quase todos têm no cardápio as mesmas iguarias da muvuca lá de baixo com a vantagem do garçom trazer um choppinho gelado à mesa. Ah, pode levar máquina fotográfica, é só não dar muuuita bobeira.
Nota da blogueira – Quem curte chapéus vai se divertir no largo Paissandu. As lojas mais freqüentadas dos anos 40, quando uma pessoa considerada elegante não ia nem na padaria da esquina sem um belo chapéu, continuam de pé, do mesmo jeitinho de antes. Cartolas, chapéu-côco, de cowboy, Panamá e até bonés, tem de tudo!
- Estação da Luz
Desça na estação da Luz de metrô, que por si só já é bem bonita, e vá conhecer ao lado o Complexo Cultural Júlio Prestes. O belo prédio que foi recentemente reformado abriga a Sala São Paulo, a mais moderna sala de concertos da América Latina. Depois de passear por lá, atravesse a rua e vá à Pinacoteca do Estado. O prédio, que já era lindo, passou por uma reforma projetada pelo famoso arquiteto Paulo Mendes da Rocha. O resultado ficou de babar, com uma mistura de velho e novo muito interessante. Além do mais, o acervo da Pinacoteca e suas exposições foram consideradas as melhores da capital (é, Masp….bobeou, dançou!). Mas antes de entrar na Pinacoteca, dê um passeio pelo seu jardim, chamado de Jardim da Luz ou Jardim das Esculturas. Como o próprio nome já diz, possui esculturas de vários artistas, desde o modernista Brecheret até artistas contemporâneos, com suas instalações inusitadas nas árvores. Além disso, na recente reforma do jardim colocaram placas contando a história desde o início da construção do lugar, em 1.900. Um coreto trazido pronto da França na inauguração continua lá. Depois de passear pelo jardim e visitar o museu, pare uns minutinhos pra descansar no café do espaço. As mesas dão de frente para o jardim, onde você pode tomar uma cervejinha ou um chá observando a paisagem.
Dando uma leve caminhada você chega ao Museu de Arte Sacra. Não está tão bem conservado, mas possui o maior e mais bonito presépio do Brasil. Pra quem gosta, vale a pena.
Também nos arredores está o Museu da Língua Portuguesa. Ao contrário do que muitos pensam não é só para crianças. A idéia de fazer um museu de homenagem à língua foi tão legal que vários países estão copiando.
Nota da blogueira – Tente comprar ingressos para um concerto à noite na Sala São Paulo. O lugar é bem bonito e surpreende, com teto que ora abaixa, ora abre, pra se adaptar à acústica necessária.
Esses passeios já dão bastante o que fazer! Em breve dou mais sugestões.
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Pois é, a tecnologia muda a vida de algumas pessoas. Vi uma vez um comercial que dizia algo genial: antigamente a gente protestava contra o sistema. Hoje o sistema cai 5 minutinhos e a gente já fica louco!
Quando a Internet chegou ao Brasil eu estava no meu 1º ano de faculdade. Apesar de já ter um computador por lá eu insistia em fazer os trabalhos à mão, nas remotas folhas de papel almaço! Acho que ainda eram resquícios do trauma das aulas que tive de MS-DOS no ginásio. Ô coisa inútil e chata que era!
Mas com o tempo as coisas foram mudando e finalmente me rendi à inovação. Meio cabreira no início, depois acabei gostando, principalmente quando comecei a fazer um blog do meu cachorro (que é uma figura). As pessoas foram gostando, elogiando, até que surgiu a idéia de fazer outro blog, pra falar de assuntos diversos.
Quando eu era uma garotinha de 7 anos, tinha um diário em forma de coração com um cadeado que eu deixava cuidadosamente trancado e a chavinha escondia debaixo do meu colchão. 22 anos depois estou aqui, escrevendo na Internet! Podemos dizer que é um avanço, mesmo esse blog não sendo exatamente um “diário”, e sim um espaço pra gente viajar na maionese, bater papo, trocar experiências, etc.
É isso aí, vamos falar, que aqui todo mundo pode escutar!

